Gálatas 3
O grego, o lema, a morfologia e o número de Strong estão completos em todas. O que falta é só a palavra em português da forma exata, e ela fica em branco de propósito: chutar tradução por semelhança gera erro que você acredita. João está 100% conferido.
ἔθνος quer dizer povo, nação. No plural, na boca de um judeu, passou a significar os outros povos, os que não são Israel, e é daí que vem "gentios". A tradução escreve ora uma coisa ora outra. Em "fazei discípulos de todas as nações", a palavra é a mesma que em outros lugares vira "gentios": o alcance da ordem é justamente esse. Neste livro: "gentios" em 9 versículos (o primeiro em Gálatas 1:16); "nações" uma vez, em Gálatas 3:8. Nos dois casos a palavra grega é ἔθνος.
οὐδείς é a negação total: nenhum, nem um. Vira "ninguém" quando fala de gente e "nada" quando fala de coisa, o que em português é obrigatório. O que se perde é a repetição: quando o grego martela a mesma palavra num parágrafo, o português alterna e o efeito de insistência some. Neste livro: "nada" em 3 versículos (o primeiro em Gálatas 2:6); "ninguém" em 2 versículos (o primeiro em Gálatas 3:11). Nos dois casos a palavra grega é οὐδείς.
δύναμαι é conseguir, ter força para fazer. ἐξουσία é direito, autorização recebida de outro. ἰσχύω é força física, vigor. κράτος é domínio, poder exercido. Em português tudo vira "poder". Quando o texto diz que alguém recebeu poder, a pergunta é qual: se é ἐξουσία, foi dado por alguém; se é δύναμις, é capacidade. Neste livro: δύναμαι 1× (a primeira em Gálatas 3:21); ἰσχύω 1× (a primeira em Gálatas 5:6).